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Agentes Disciplinares do COMPAJAF recebem salário de dezembro e mantem luta pelo pagamento das 7 parcelas

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Dois dias antes da paralisação e greve decretada pelos 300 agentes disciplinares do Complexo Penitenciário advogado Antônio Jacintho Filho (Compajaf), filiados ao Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Privadas do Sistema Prisional em Sergipe (SINTRADISPEN/SE), a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SEJUC) efetuou o repasse de um mês do contrato com a empresa Reviver… Como ainda restam sete meses de parcelas do contrato que não foram repassados, a manifestação prevista para a manhã desta quinta-feira foi mantida.

Presidente do SINTRADISPEN/SE, Antônio Luiz destaca que o repasse da SEJUC na noite de ontem, quarta-feira, 13/01, que viabilizou o pagamento ainda que atrasado do salário de dezembro – esta pequena conquista – resulta das recentes manifestações, pressão sindical e boa repercussão na mídia. “Hoje, mais uma vez, esperamos aqui na porta a chegada do secretário Antônio Hora. A SEJUC ainda deve sete meses de repasse e não podemos passar este sufoco o ano inteiro. Queremos que o secretário nos dê garantia de que vai pagar toda a dívida. O sindicato continua apreensivo”.

Em solidariedade à luta, Plínio Pugliesi (SINDIJUS), Mônica Bonfim (SINDIPEMA) e Jairo de Jesus (SINDTIC/SE) – dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) – participaram da manifestação.

Dirigente do sindicato de Tecnologia da Informação, que reúne muitos trabalhadores terceirizados, Jairo de Jesus garante que a lei 8.666 sobre licitações estabelece o prazo máximo de 90 dias de atraso nos repasses previstos em contrato. Após este prazo o contrato pode ser rescindido. Então enfatiza o absurdo de sete meses de atraso no repasse do contrato com a empresa Reviver que resultou na penalização dos trabalhadores.

Vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi reforçou que a luta é o caminho. “Não há saída no âmbito da institucionalidade. É Judiciário, Ministério Publico e Tribunal de Contas, no que depender deles a gente está num mato sem cachorro. É preciso de trabalhador na rua para alterar o curso da história, o direito é construído no chão da luta. O problema é que o Estado continua montado numa estrutura que favorece a elite, então só o trabalhador paga a crise, enquanto a elite não precisa ir pra rua, já lhe é passado de geração pra geração a tradição de estar agarrado na teta do Estado. Mesmo nadando contra a maré, nossa luta e nossa disputa é possível, mas o trabalhador precisa estar dentro do sindicato”.

Até o fim da manifestação, o secretário não apareceu para dialogar com os dirigentes sindicais. O presidente do SINTRADISPEN/SE informa que o sindicato vai convocar uma assembleia geral em breve para discutir com os 300 trabalhadores do COMPAJAF os próximos passos da luta, caso o Governo do Estado continue tratando o problema com desdém. “O agente disciplinar têm consciência d e sua importância, atuamos num presídio de segurança máxima e queremos trabalhar, receber nossos salários em dia e garantir a continuidade do nosso serviço, o sossego da sociedade impedindo fugas e rebeliões”.

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