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sexta-feira, setembro 24, 2021

Agentes podem fazer greve em presídio de Aracaju

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Os 300 agentes prisionais terceirizados ameaçam paralisar as atividades no Complexo Penitenciário advogado Jacintho Filho (Compajaf), em Aracaju, administrado pela empresa Reviver. Diretores do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Privadas do Sistema Prisional em Sergipe (Sintradispen) informam que a empresa não tem perspectiva de efetuar o pagamento dos salários relativos ao mês de dezembro. Os agentes estão apreensivos e mantêm mobilização para uma paralisação de advertência ou mesmo para uma greve geral, caso haja efetivamente o atraso dos salários, segundo informou o presidente do sindicato, Antonio Luiz Oliveira.

De acordo com informações do presidente do sindicato, o atraso dos salários é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), que não tem repassado os valores referentes ao contrato firmado entre o Governo e a empresa Reviver. Segundo o sindicalista, os repasses não estão sendo realizados há sete meses, acumulando um débito de aproximadamente R$ 10 milhões, o que teria obrigado a empresa a ter dificuldade para efetuar o pagamento dos salários relativos ao mês de dezembro.

Antonio Luiz: débito de quase R$ 10 milhões

A Reviver não se pronunciou, mas encaminhou a reportagem para a advogada Sandra Melo, que representa os interesses da empresa. A advogada informou que não sabe precisar o montante, mas confirmou que há um débito “grande” do governo com a Reviver. A advogado confirmou que são sete meses em atraso e informou que, caso não haja pagamento, os salários dos funcionários relativos ao mês de dezembro ficarão atrasados.

Nesta sexta-feira, 8, os diretores do Sintradispen realizaram uma manifestação na porta da Sejuc na tentativa de conseguir marcar uma audiência com o secretário Antonio Hora Filho. Até o momento, eles não conseguiram.

A assessoria de imprensa da Sejuc informou que o secretário Antonio Hora estaria ausente, impossibilitando o encontro dos agentes com ele nesta sexta. A assessoria informou que a Sejuc reconhece o débito, mas não revelou o montante devido e garantiu que o governo já está negociando o pagamento dos meses em atraso através de entendimentos entre a Sejuc, Secretaria da Fazenda e a empresa Reviver.

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